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Correção de Pectus Excavatum

Índice

O QUE É:

Consiste na correção cirúrgica da estrutura óssea da caixa torácica mediante a colocação de barras metálicas que projetam o tórax para frente, de modo a reestabelecer o formato habitual do tórax. Denominado pelas iniciais do inglês MIRPE – minimally invasive repair of pectus excavatum.

DOENÇAS INDICADAS:

É o padrão-ouro no tratamento do Pectus excavatum, uma deformidade da parede torácica anterior onde há depressão do osso esterno e das cartilagens condrocostais. A indicação do tratamento cirúrgico pode ser devido a perda de funcionalidade cardio-pulmonar, mas também por razões estéticas e, em casos mais severos, por importante repercussão psicológica em crianças e adolescentes.

PROCEDIMENTO:

Antigamente a técnica convencional de reparo aberto era por osteotomia e ressecção bilateral de cartilagens costais, mas desde 1998 a técnica minimamente invasiva, por vídeo, é preferida. A anestesia de escolha é geral, mediante intubação orotraqueal. Para melhor controle da dor pós-operatória, é recomendado a colocação de um cateter peridural pelo anestesista antes de iniciar a cirurgia. Uma ou duas pequenas incisões de 3 cm são realizadas na parede lateral em cada lado do tórax, é introduzido uma câmera de vídeo para guiar a colocação da barra metálica moldada (côncava) por baixo do esterno e então rodada para posição convexa, corrigindo o defeito torácico. A barra é moldada no intra-operatório pelo cirurgião, no intuito de corrigir os detalhes individuais do defeito de cada paciente. Ao final do procedimento, é possível ser necessário colocar um dreno torácico em cada lado do tórax. O procedimento tem duração média de 1-2 horas e, após a recuperação pós-anestésica, o paciente geralmente é encaminhado para UTI para melhor controle da dor nas primeiras 24 horas.

PÓS-OPERATÓRIO:

A dor é um dos principais cuidados, e geralmente é bem controlada entre 3-5 dias, sendo possível a retirada do cateter peridural. O período de internação é cerca de uma semana, recebendo alta hospitalar com uso de comprimidos analgésicos. Retorno em consultório ocorre em 15 dias, 1 mês, 3 meses, 1 ano e 2 anos, sendo programada a retirada das barras metálicas em 3 anos. Atividades leves são reintroduzidas após 1 mês da cirurgia, sendo gradativamente liberadas até o padrão habitual após 3 meses. Esportes mais intensos, especialmente os de contato, devem ser evitados nos primeiros 6 meses.

IMPORTANTE SABER:

Devido a rigidez das estruturas ósseas, a cirurgia é pouco indicada em adultos, sendo a idade ideal para a cirurgia na adolescência, após o estirão puberal (cerca dos 12-15 anos). Complicações são pouco frequentes, sendo a mais comum o deslocamento/rotação da barra, sendo o período crítico para ocorrer até o 3o mês de pós-operatório. As barras são mantidas no tórax durante 3 anos, período no qual ocorre acomodação da estrutura torácica. A retirada cirúrgica das barras é feita por meio da reabertura das mesmas incisões prévias realizadas na colocação.

Dra Niura Hamilton- CRM 186227
Dra. Niura Hamilton
CRM 186227 | RQE 85655
Cirurgiã torácica formada pela Universidade de São Paulo (USP - HCFMUSP), com pós-graduação lato senso em Cirurgia de Parede Torácica pela USP.
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