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Traqueomalácia: você já ouviu falar sobre essa condição?

Índice

A traqueomalácia é uma anormalidade da estrutura corporal da traqueia. Ela dificulta a respiração e a passagem de ar. Na maioria dos casos, o problema é revertido quando o paciente tem 18 e 24 meses.

A traqueomalácia acontece quando a cartilagem da região que dá suporte à traqueia está flácida, causando um estreitamento das vias aéreas. 

Para entender melhor na prática, imagine que as traqueias sem essa condição são formadas por anéis, com o mesmo formato da letra “C”.

Quando a traqueomalácia acontece, esses anéis ficam mais extensos, porém mais estreitos, mais parecidos com o formato da letra “U”. 

Dessa forma, a membrana que fica atrás das vias aéreas começa a interferir e atrapalhar a respiração do paciente. 

Quando esse problema acontece na parte mais inferior do órgão, ela também pode ser conhecida como broncomalácia. 

Para entender melhor tudo sobre essa condição, os seus sintomas, diagnóstico e tratamento, confira o texto a seguir!

Como acontece a traqueomalácia?

Essa condição pode ser congênita, ou seja, quando o paciente já nasce com essa disfunção da traqueia, ou adquirida ao longo da vida.

Quando a condição é congênita, ela pode ser um fator isolado ou pode ser um sintoma decorrente de alguns outros problemas de saúde, como: 

  • Defeitos cardiovasculares;
  • Problemas com o desenvolvimento da região da traqueia;
  • Anomalias no esôfago;
  • Refluxo gastroesofágico.

Já quando se trata da forma adquirida, que também pode ser conhecida como secundária, a traqueomalácia é causada por:

  • Trauma na região;
  • Tubo de traqueostomia;
  • Traqueobronquite crônica;
  • Processos inflamatórios na região;
  • Infecções recorrentes na garganta;
  • Tratamentos prévios para problemas no local;
  • Anomalias cardíacas;
  • Estruturas ou massas internas que podem pressionar a traqueia.

É importante saber que a maioria dos bebês que apresentam atresia de esôfago também têm a traqueomalácia como consequência. 

A atresia de esôfago acontece quando o esôfago do bebê é tampado em sua extremidade superior, impedindo a passagem do leite materno.

Quais são os sintomas da traqueomalácia?

Os sintomas da doença podem ser diversos. Porém, os principais que podem ser citados são:

  • Barulho ou ruído na respiração, principalmente na expiração;
  • Infecções recorrentes nas vias respiratórias, como bronquite e pneumonia;
  • Tosses constantes, mas sem eficácia, ou seja, não conseguem “limpar” o pulmão;
  • Cansaço frequente; 
  • Choro rouco, quando bebê;
  • Infecções respiratórias que duram muito tempo.

Além disso, em sua forma mais grave, a traqueomalácia pode apresentar:

  • Engasgos frequentes ao se alimentar;
  • Pausas na respiração. Para crianças, essa pausa pode acontecer em momentos de choro intenso ou em momentos de atividades físicas;
  • Cianose, que é a coloração roxa da pele por não estar recebendo ar o suficiente.

Como é feito o diagnóstico da traqueomalácia?

O diagnóstico da traqueomalácia começa com uma avaliação meticulosa do paciente. 

Isso porque, como os sintomas podem aparentar outras doenças respiratórias também, a traqueomalácia é frequentemente confundida com outras doenças, como asma, laringotraqueobronquite ou, somente como uma respiração ruidosa.

Depois do estudo do caso e da suspeita de traqueomalácia levantada, alguns exames são solicitados pelo médico responsável. São eles:

Broncoscopia

Nesse tipo de procedimento, também conhecido como endoscopia respiratória, um broncoscópio é utilizado para observar as vias aéreas do paciente.

Geralmente, são divididos em três momentos:

  1. Durante a respiração normal;
  2. Durante um ataque de tosse;
  3. Quando as vias aéreas estão distendidas, geralmente com água.

Tomografia

A tomografia é um exame de imagem não invasivo. 

Através dela, podem ser observadas diversas fotos do local que será tratado.

Essas imagens são transversais e detalhadas e podem indicar diversas anormalidades, geralmente expondo a causa da traqueomalácia. 

Tratamento para traqueomalácia

Em condições congênitas, onde o bebê apresenta a traqueomalácia desde o nascimento, o problema pode se resolver espontaneamente quando o paciente atinge a faixa de idade entre 18 e 24 meses.

Durante esse período, é feito um acompanhamento médico com tratamentos conservadores, que incluem:

  • Umidificação constante do ar;
  • Fisioterapia torácica;
  • Dietoterapia, ou seja, é a terapia feita através dos alimentos ingeridos, com o objetivo de prevenir as enfermidades;
  • Controle de infecções no local;
  • Acompanhamento da função pulmonar.

Se o problema não for resolvido de forma natural durante o período de tempo estabelecido ou se a traqueomalácia for adquirida depois, o procedimento cirúrgico pode ser indicado. 

E você? Já conhecia essa condição?

Envie este texto para um amigo que sofre com esse problema ou que pode não saber que ele existe!

Dra Niura Hamilton- CRM 186227
Dra. Niura Hamilton
CRM 186227 | RQE 85655
Cirurgiã torácica formada pela Universidade de São Paulo (USP - HCFMUSP), com pós-graduação lato senso em Cirurgia de Parede Torácica pela USP.
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